Campanha ao governo do PA foi marcada por saneamento, saúde e infraestrutura; veja propostas

  • 03/10/2026
(Foto: Reprodução)
Candidatos ao governo do Pará (esq. à dir): Araceli Lemos (PSOL), Dr. Daniel (Podemos), Gal Leite (UP), Hana Ghassan (MDB), Ruth Reis (Democrata) e Well Macêdo (PSTU). Reprodução / g1 O abastecimento de água e esgoto foi o principal tema da campanha para o governo do Pará até este sábado (3), véspera da eleição. O assunto apareceu com frequência nas agendas, entrevistas, sabatinas e debates dos 6 candidatos. Ao longo de período de propaganda e agendas de rua, temas como reestruturação do atendimento na saúde e a necessidade de investimentos em infraestrutura viária e urbana também pautaram a campanha dos seis candidatos ao cargo de chefe do Executivo estadual. ✅ Receba as notícias do g1 Pará direto no WhatsApp Segundo levantamento da Quaest encomendada pela TV Liberal, a saúde pública é apontada como o problema mais grave do Pará por 37% dos eleitores. Na sequência das maiores preocupações do eleitorado paraense aparecem violência (12%), infraestrutura (7%), desemprego (5%), economia (5%), corrupção (4%), educação (3%), enchentes (2%)e pobreza/desigualdade (2%). A disputa estadual registrou reconfigurações partidárias antes do pleito. Uma delas foi quando Ruth Reis assumiu a candidatura pelo Democrata ao governo do estado, em substituição a José Moita. Márcia Carvalho passou a compor a chapa como vice-governadora. Outro fato marcante também foi atuação da Justiça Eleitoral, que atendeu a um pedido liminar e determinou a remoção de publicações nas redes sociais que veiculavam um suposto vídeo íntimo atribuído ao candidato Dr. Daniel, classificando a veiculação não verificada como propaganda eleitoral antecipada negativa. Participaram da disputa ao governo do Pará: Araceli Lemos (PSOL), Dr. Daniel (Podemos), Gal Leite (UP), Hana Ghassan (MDB), Ruth Reis (Democrata) e Well Macêdo (PSTU). O período oficial de campanha e propaganda eleitoral para o 1º turno começou em 16 de agosto de 2026. Para este balanço, foram consideradas reportagens de agendas de campanha, entrevistas, sabatinas e debates com participação dos candidatos. Veja as principais propostas apresentadas por cada candidato. Araceli Lemos (PSOL) Dr. Daniel (Podemos) Gal Leite (UP) Hana Ghassan (MDB) Ruth Reis (Democrata) Well Macêdo (PSTU) Araceli Lemos (PSOL) Araceli Lemos, candidata do PSOL ao governo do Pará Gil Sóter/g1 Araceli Lemos articulou campanha em torno da defesa dos direitos sociais, fortalecimento da gestão pública e combate às desigualdades. Na pauta de saneamento e infraestrutura urbana, a candidata defendeu o cancelamento e a rescisão jurídica do contrato de concessão do serviço de água e esgoto no estado. Ela propôs a criação de uma nova estatal pública de abastecimento para garantir água potável e preço acessível à população, criticando cobranças sobre poços artesianos. Na área econômica e social, Araceli apresentou a proposta do "salário pai d'égua", criando um salário mínimo regional de R$ 2.200 para os trabalhadores celetistas no Pará, fundamentado em parâmetros de custo de vida. Para financiar ações sociais e programas de apoio às mulheres, a candidata propôs intensificar a cobrança dos devedores fiscais do estado. No setor cultural e de turismo, sugeriu a aplicação de 3% do orçamento estadual em iniciativas comunitárias. Na saúde pública, fixou como meta reduzir o tempo médio de espera por exames e consultas especializadas no SUS, que apontou ser de 233 dias no estado, para no máximo 60 dias. Defendeu a descentralização do atendimento oncológico, com atenção prioritária para o Arquipélago do Marajó, e a implantação de centros de referência para a saúde do idoso nas mesorregiões paraenses. Para recompor o quadro de pessoal do estado, propôs a realização de concursos públicos para cargos efetivos. Na habitação, apresentou a proposta de reestruturar a Companhia de Habitação do Estado do Pará (Cohab) e entregar 30 mil moradias populares em quatro anos, por meio de desapropriação de imóveis ociosos e parcerias com o programa Minha Casa, Minha Vida. Na segurança pública e proteção às mulheres, destacou a necessidade de combater o feminicídio e prometeu instalar Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher funcionando 24 horas em todos os 144 municípios do Pará. "O povo do Pará sofre imensamente com a falta de água. Entendemos que isso é um desrespeito ao povo do Pará e, portanto, nós vamos romper com este contrato", afirmou durante sabatina no Jornal Liberal 1ª Edição. Síntese Saneamento: romper o contrato de privatização da água e criar uma nova companhia estatal pública. Salário regional: implantar o salário mínimo regional de R$ 2.200 no Pará. Arrecadação: cobrar devedores fiscais do estado para financiar o fundo de apoio às mulheres. Cultura e turismo: destinar 3% do orçamento estadual para a cultura e o turismo de base comunitária. Saúde: reduzir o tempo médio de espera por exames e procedimentos no SUS de 233 para 60 dias. Oncologia: descentralizar o tratamento de câncer, com atendimento prioritário para a região do Marajó. Pessoa idosa: criar centros de referência integral para a saúde da pessoa idosa nas mesorregiões. Habitação: reestruturar a Cohab e entregar 30 mil moradias populares em quatro anos. Segurança da mulher: criar delegacias da mulher com funcionamento 24 horas em todos os 144 municípios do Pará. Servidores: realizar concursos públicos para substituir temporários por funcionários efetivos. Dr. Daniel (Podemos) Dr. Daniel é candidato ao governo do Pará pelo Podemos Reprodução/TV Liberal Ex-prefeito de Ananindeua, Dr. Daniel pautou a campanha na promessa de reorganização da saúde pública, investimentos em mobilidade e revisão de contratos estaduais. O candidato afirmou que o primeiro ato de governo dele, caso eleito, será rescindir o contrato com a concessionária Águas do Pará e retomar o controle dos serviços pela Companhia de Saneamento do Pará (Cosanpa). Na saúde, apresentou a proposta de iniciar a construção de 30 hospitais e 30 policlínicas nos primeiros 100 dias de gestão, mantendo a expansão ao longo dos quatro anos de mandato. Para reduzir as filas do SUS de imediato, defendeu mutirões regionais de consultas, exames e cirurgias eletivas. Dr. Daniel propôs a descentralização dos serviços com o fortalecimento de hospitais municipais no interior, garantindo leitos de UTI e média complexidade para evitar o deslocamento de pacientes a Belém, além do fortalecimento da atenção materno-infantil e oferta de óticas do SUS nas Usinas da Paz. Na mobilidade e política tributária, o candidato prometeu zerar a cobrança do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) para taxistas, motoristas e motociclistas de aplicativo de todas as cilindradas, afirmando que a perda de arrecadação será compensada com o corte de despesas em publicidade governamental. Também defendeu a extinção de pedágios em rodovias estaduais, a execução de obras de macrodrenagem em canais para conter alagamentos na capital e investimentos na logística hidroviária do Oeste paraense. Na segurança pública, apresentou o programa "Na Ativa", focado no fortalecimento do serviço de inteligência policial para interceptar rotas de drogas, na expansão do videomonitoramento inteligente em todo o estado e no funcionamento de delegacias 24 horas. Em relação ao setor produtivo e regularização fundiária, propôs uma parceria entre o Instituto de Terras do Pará (Iterpa) e o Incra, além de defender a elaboração de novos laudos antropológicos para contestar demarcações de terras indígenas no Supremo Tribunal Federal (STF). O candidato também propôs um programa para financiar reformas em templos e igrejas. "O meu primeiro ato de governo vai ser romper o contrato e vou investir para levar água de qualidade até a torneira da população. No nosso estado não falta dinheiro, falta prioridade", declarou em entrevista ao vivo no Jornal Liberal 1ª Edição. Síntese Saneamento: rescindir o contrato com a concessionária Águas do Pará e retomar a Cosanpa. Construção na saúde: iniciar a construção de 30 hospitais e 30 policlínicas nos primeiros 100 dias de governo. Descentralização: fortalecer hospitais municipais do interior e ampliar leitos de UTI. Atendimento emergencial: realizar mutirões de exames, consultas e cirurgias eletivas para reduzir filas no SUS. Isenção fiscal: zerar o IPVA para taxistas, motoristas e motociclistas de aplicativo. Pedágios: extinguir a cobrança de pedágios nas rodovias estaduais. Segurança: lançar o programa "Na Ativa", interligar a inteligência policial e expandir o videomonitoramento. Regularização fundiária: acelerar títulos em parceria com o Incra e contestar demarcações indígenas no STF. Infraestrutura urbana: realizar obras de macrodrenagem em canais para combater alagamentos na capital. Religiosidade: criar programa estadual para financiar reformas de templos e igrejas. Gal Leite (UP) Gal Leite é candidata ao governo do Pará pela Unidade Popular Reprodução/TV Liberal A candidata Gal Leite apresentou um plano de governo focado na reestatização de serviços essenciais, valorização do funcionalismo e gestão direta pelo Estado. Na área de saneamento e energia elétrica, defendeu a reestatização completa dos serviços, com a criação de unidades municipais descentralizadas da Cosanpa em todo o Pará para expandir a cobertura de água e esgoto. Na saúde pública, Gal Leite propôs a extinção das Organizações Sociais (OSs) e a transição para a administração direta estatal. A candidata defendeu a obrigatoriedade do uso do Sistema Único de Saúde (SUS) por políticos e autoridades públicas ocupantes de cargos eletivos. Para reestruturar o setor, propôs a realização de concursos públicos periódicos para médicos, enfermeiros, psicólogos e assistentes sociais, além do fortalecimento da rede de saúde mental e expansão dos CAPS. Na habitação popular, propôs utilizar recursos estaduais e federais do programa Minha Casa, Minha Vida para construção e reforma de moradias. A proposta dela prevê a contratação direta dos moradores das próprias comunidades para trabalharem nas obras públicas, dispensando a contratação de grandes empreiteiras terceirizadas para baratear os custos e gerar empregos locais. Na educação, defendeu destinar e manter legalmente 5% do PIB estadual para o orçamento da Universidade do Estado do Pará (UEPA), que afirmou receber atualmente 0,78%. Também propôs a municipalização da merenda escolar fornecida exclusivamente pela agricultura familiar e a realização de concursos para professores. Na segurança pública, apresentou a proposta de asfixiar financeiramente as facções criminosas mediante o combate à corrupção interna e à lavagem de dinheiro. Na pauta ambiental, defendeu a meta de desmatamento zero e a consulta prévia às populações tradicionais sobre grandes empreendimentos. "A gente propõe que todo político tenha que usar o SUS, porque não é certo que eles votem o orçamento mínimo para a saúde e depois eles tenham um plano de saúde milionário, enquanto a população não consegue atendimento", afirmou durante ato em Belém. Síntese Reestatização: reestatizar os serviços de abastecimento de água (Cosanpa) e energia elétrica no Pará. Saúde pública: encerrar contratos com Organizações Sociais (OSs) e restabelecer a gestão direta pelo Estado. Uso do SUS: tornar obrigatório o uso do SUS por políticos e autoridades públicas. Habitação: contratar trabalhadores das próprias comunidades para obras de moradia popular sem terceirização. Orçamento universitário: elevar o repasse orçamentário da UEPA para 5% do PIB do estado. Merenda escolar: municipalizar o fornecimento da merenda via agricultura familiar. Concursos públicos: realizar concursos periódicos para profissionais da saúde e educação. Combate às facções: asfixiar financeiramente o crime organizado com combate à lavagem de dinheiro. Meio ambiente: adotar o desmatamento zero e realizar consultas públicas com populações tradicionais. Hana Ghassan (MDB) Hana Ghassan, candidata ao governo do Pará. Reprodução / TV Liberal Atual governadora do Pará, Hana Ghassan centrou a campanha de reeleição na apresentação dos investimentos da atual gestão, na expansão da infraestrutura hospitalar e na ampliação de programas sociais. Na saúde, defende a criação da fila digital do SUS, permitindo que os cidadãos acompanhem a posição em consultas, exames e cirurgias pelo portal da Sespa. Hana prometeu a construção de 12 novos hospitais, incluindo dois Hospitais da Mulher em Santarém e Parauapebas, um Hospital do Coração e novas policlínicas com leitos de hemodiálise, além de mutirões permanentes para cirurgias e consultas, e implementação da telemedicina para marcação de procedimentos pelo celular. No saneamento básico, defendeu a fiscalização diária da concessionária sob a premissa "sem água, sem conta", citando a suspensão do aumento da tarifa em Santarém e a possibilidade de cassar a concessão dentro da legalidade caso metas contratuais não sejam atingidas. Na infraestrutura e pavimentação, comprometeu-se a pavimentar e recuperar 4.000 quilômetros de vias no estado (2.000 km de rodovias estaduais e 2.000 km de ruas urbanas). A proposta estabelece uma regra de fiscalização que exige garantia de 5 anos das empreiteiras para refazer obras que apresentem falhas com recursos próprios. Na segurança pública e assistência social, propôs construir mais 40 Usinas da Paz e lançou o "Programa Recomeço", destinado a conceder auxílio financeiro, capacitação e inserção no mercado de trabalho para mulheres vítimas de violência doméstica, integrado ao aplicativo "SOS Mulher" e batalhões rurais. Na economia e educação, apresentou proposta de concessão de incentivos fiscais para atração de indústrias de beneficiamento, estipulou a meta de entregar 100 mil títulos de regularização fundiária e defendeu a qualificação da cadeia produtiva do turismo no cenário pós-COP 30. Na educação de jovens, propôs os programas "Meu Primeiro Emprego" (bolsas de estágio custeadas pelo governo) e "Bora Estudar pelo Mundo" (intercâmbio internacional para estudantes da rede pública). "O projeto de lei que dá transparência total para a fila da saúde trata de consultas, exames e cirurgias que vão poder ser consultados por qualquer um que esteja na fila", declarou em entrevista ao vivo no JL1. Síntese Fila do SUS: aprovar projeto de lei para dar transparência total à fila de consultas, exames e cirurgias pelo portal da Sespa. Infraestrutura hospitalar: construir 12 novos hospitais, incluindo duas unidades focadas na saúde da mulher. Usinas da Paz: construir mais 40 unidades do complexo comunitário de inclusão social e segurança. Combate à violência: criar o programa "Recomeço" com auxílio financeiro e qualificação profissional para mulheres vítimas de agressão. Pavimentação: asfaltar e recuperar 4.000 km de ruas e rodovias, com garantia contratual de 5 anos das empreiteiras. Saneamento: fiscalizar a concessionária sob a regra "sem água, sem conta", prevendo cassação de contrato se houver descumprimento. Regularização fundiária: entregar 100 mil títulos de propriedade rural e urbana em quatro anos. Desenvolvimento industrial: conceder incentivos fiscais para indústrias de transformação e beneficiamento local. Educação e juventude: implantar os programas "Meu Primeiro Emprego" e "Bora Estudar pelo Mundo" de intercâmbio. Turismo: qualificar serviços, conectar o Porto de Outeiro a rotas fluviais e ampliar voos internacionais pós-COP 30. Ruth Reis (Democrata) Ruth Reis é candidata ao governo do Pará pelo Democrata Reprodução / TV Liberal Ruth Reis assumiu a candidatura ao governo do Pará pelo partido Democrata após o indeferimento do registro do então candidato José Moita por questões referentes a prazos de domicílio eleitoral. Advogada e contadora especializada em direito tributário, a candidata focou propostas na revisão do sistema de impostos, equilíbrio fiscal e estímulo ao ambiente de negócios. A principal proposta econômica dela é a redução da alíquota do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) no Pará de 19% para 15%. Segundo a candidata, a perda de arrecadação de 4% será compensada com o combate ao desvio de recursos públicos, enxugamento da máquina administrativa e atração de novas empresas. Defendeu também a revisão de isenções fiscais concedidas ao setor minerário e a exigência de contrapartida de 80% de mão de obra local para empresas beneficiadas com incentivos estaduais. Na infraestrutura para o interior, assumiu o compromisso de atingir a meta de "zero pontes de madeira" em rodovias estaduais e pavimentar mais de 1.000 quilômetros de estradas, com atenção especial à região Oeste. Pretende também, se eleita, a retomada do diálogo técnico para a dragagem de hidrovias estratégicas, como a do Rio Tapajós, desde que comprovada a conformidade com o código ambiental. No saneamento e serviços públicos, propôs a revisão do contrato de concessão de água com a meta de atingir 90% de cobertura de água tratada para a população paraense. Na saúde, apresentou a proposta de implementação da fila digital para acompanhamento de exames e consultas via aplicativo. Na segurança pública, propôs medidas de valorização salarial dos agentes de segurança, estabelecendo a elevação do soldo inicial da Polícia Militar para R$ 1.621. "Nosso plano de governo propõe baixar o ICMS para 15%. Para isso, nós teríamos que enxugar a máquina pública, que está muito inchada, e combater a corrupção. Com isso, conseguiríamos aumentar a receita do Estado e atrair novos investimentos", afirmou no Jornal Liberal 1ª Edição. Síntese Corte de impostos: reduzir a alíquota do ICMS no Pará de 19% para 15%. Gestão fiscal: enxugar a máquina pública, combater desvios de verbas e revisar isenções da mineração. Emprego local: vincular incentivos fiscais à exigência de 80% de contratação de mão de obra paraense. Pontes e rodovias: erradicar pontes de madeira e pavimentar 1.000 km de rodovias estaduais no interior. Saneamento: revisar o contrato de saneamento e fixar a meta de 90% de população com água tratada. Hidrovias: retomar negociações para dragagem de hidrovias com rigor de licenciamento ambiental. Saúde digital: criar sistema digital para acompanhamento transparente da fila de exames e consultas pelo celular. Valorização policial: reajustar o soldo inicial da Polícia Militar para R$ 1.621. Well Macêdo (PSTU) Well Macêdo, candidata do PSTU ao Governo do Pará. Reprodução / TV Liberal A candidata Well Macêdo apresentou uma plataforma pautada no fortalecimento dos direitos trabalhistas, ampliação do investimento estatizado e reformas nas forças de segurança. Na segurança pública, posicionou-se a favor da desmilitarização da PM e defendeu a unificação das polícias sob uma instituição civil. Propôs a ampliação das Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher e o combate ao assédio moral e sexual sofrido por trabalhadoras. Na saúde pública, defendeu a extinção das Organizações Sociais (OSs), Oscips e Parcerias Público-Privadas (PPPs), propondo a gestão 100% direta pelo Estado com contratação de profissionais por concursos públicos periódicos. No saneamento básico, defendeu a reestatização da Companhia de Saneamento do Pará (Cosanpa) e a criação de uma tarifa social de água garantindo isenção total para trabalhadores desempregados. Na habitação e emprego, Well propôs a criação de um plano estadual de habitação popular para combater o déficit de moradias nas periferias, aliado a um plano de obras públicas de pavimentação, drenagem e saneamento focado em gerar postos de trabalho com carteira assinada. Defendeu investimentos na malha viária e no transporte fluvial realizados de forma sustentável e sem promover o desmatamento. Na educação, propôs o passe livre estudantil para alunos da rede estadual como medida de combate à evasão escolar. Apresentou propostas de reformas físicas nas escolas com acessibilidade, quadras cobertas e laboratórios, além da construção de unidades em áreas de difícil acesso para atender ribeirinhos e quilombolas, organizando a aplicação do orçamento por meio de conferências regionais com trabalhadores. "O estado tem dinheiro. O problema do nosso estado não é falta de dinheiro, mas as isenções fiscais dadas aos grandes empresários", afirmou durante sabatina no Jornal Liberal 1ª Edição. Síntese Segurança: desmilitarizar a Polícia Militar e unificar as polícias sob gestão civil. Gestão da saúde: encerrar contratos com Organizações Sociais (OSs) e assumir administração pública direta. Reestatização: reestatizar a Cosanpa e criar tarifa social com água gratuita para desempregados. Habitação popular: implantar plano estadual de moradia e urbanização de periferias. Obras e empregos: executar plano de obras públicas para gerar empregos formais com carteira assinada. Passe livre: conceder passe livre estudantil para alunos da rede estadual como combate à evasão escolar. Educação no interior: construir escolas para comunidades ribeirinhas e quilombolas com laboratórios e quadras. Orçamento participativo: elaborar o Plano Plurianual e LDO por meio de conferências de trabalhadores. Direitos das mulheres: expandir delegacias da mulher e criar programas contra o assédio no trabalho. 💡 A cobertura completa das Eleições 2026 no Pará, com a apuração em tempo real e a checagem das propostas, pode ser acompanhada ao longo de todo o dia de votação no g1 Pará. Candidatos ao Governo do Pará nas Eleições 2026 Reprodução VÍDEOS: veja todas as notícias do Pará Leia mais em Eleições 2026 no Pará

FONTE: https://g1.globo.com/pa/para/eleicoes/2026/noticia/2026/10/03/campanha-ao-governo-do-pa-foi-marcada-por-saneamento-saude-e-infraestrutura-veja-propostas.ghtml


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